Pausa 2.: Mulher fatal e menina sentimental

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Cresci assistindo os contos de fada da Disney. Admirava o encanto das princesas e seus finais sempre felizes. Minha cor preferida é o rosa, sempre amei me arrumar, me maquiar e”ficar bonita”. Lembro de estar na escolinha e ser a única da turma com sombra cintilante nos olhos e perfume forte. E não é pela educação que tive, já que meus pais sempre me educaram pra eu ser quem eu quisesse e sobretudo ser feliz. E de fato isso faz parte de quem eu sou. O cor de rosa, as comédias românticas, os contos de fada, as maquiagens e toda a vaidade que vem junto, tudo isso faz parte de mim. Mas pera que a pausa de hoje não é sobre quem eu sou, e sim sobre o que andam querendo fazer com o que somos. Eu vivi num mundo cor de rosa por muito tempo, onde o amor era sempre lindo e onde as mulheres por natureza acreditavam sempre nesse amor, e viviam presas a ele. Mas aí eu me apaixonei uma vez, namorei aos 14 anos (idade nada madura pra se começar um namoro) e não deu certo. Quebrei a cara e o coração pela primeira vez de verdade. Passou e hoje carrego uma amizade linda, com muito orgulho. Depois de 30 dias sozinha lá fui eu namorar outra vez, aos 15. Parecia que seria pra sempre, mas não foi. Achei que estava certa, depois achei que estava errada e hoje, depois de ter o coração partido outra vez e de ter perdido noites de sono, eu percebi que na vida, quando se trata de sentimento não existe certo ou errado. Tudo ou nada. Aos 18 anos eu finalmente saí desse mundo de ilusão em que cresci, onde a vida em algum momento vai ser como nos filmes, porque ela nunca é assim. Hoje eu entendi que o amor é imenso e complexo, e principalmente: raro. A gente vive várias relações uns com os outros mas dificilmente amamos verdadeiramente. Umas vezes é atração, outras paixão, algumas vezes admiração mas raramente amor. E o que quero concluir finalmente é que hoje, com o coração finalmente livre, aprendi a acreditar no amor e saber respeitar o tempo do meu coração. Quero provar cada dia mais dessa liberdade que estou vivendo, sem sofrimentos, sentimentos intensos que de alguma forma nos prendem a alguém que não sabemos se quer estar preso a nós. Hoje eu saio com as amigas, aproveito cada segundo, conheço pessoas novas, bocas novas e muitas vezes até corações novos e só porque não me prendo a essas pessoas não quer dizer que eu tenha desistido do amor, que eu valha menos do que uma garota que prefere ficar em casa ao invés de sair. É preciso respeitar o nosso direito de sermos quem quisermos. Aprender a respeitar a liberdade que toda mulher deve ter de conduzir sua vida como seu coração lhe pede naquele momento. Eu acredito fielmente no amor e sou apaixonada por esse sentimento lindo, mas a vida me ensinou na marra que ele acontece naturalmente quando a gente não está buscando por ele. E que não há mal nenhum em aproveitar a vida e viver experiências fantásticas enquanto o amor não acontece pra você. Aprendi que ficar sentada na cama me lamentando não me faz mais forte, não me faz bem e não traz a alegria. Hoje eu sou dona de mim, ouço meu coração mas também mando nele quando é necessário. Aprendemos a viver e conviver em harmonia finalmente. Tem dias que acordo sentimental, com os olhos voltados pros casais apaixonados que vejo por aí. Tem dias que acordo sem querer pensar muito no sentimentalismo que vive em mim, querendo ser mais mulher fatal do que menina sentimental, e isso é normal. Aceitei esse misto de emoções que sou, aceitei minha personalidade e agora me sinto livre como nunca. Por isso parem de ter medo de serem livres. Vista-se como quiser se vestir ao acordar. Saia para os lugares que seu coração desejar ir. Não tenha medo de arriscar experiências, de conhecer pessoas. Não perca o prazer de ser livre. Acredite no amor e sobretudo no quanto esse sentimento te faz melhor quando você está cheia de liberdade pra ser quem você quiser. Aceite-se sem nunca deixar de crer que o amor existe e acontece sim, na hora certa. E enquanto essa hora não chega o mundo lá fora gira implorando pra ser descoberto.

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