Como vocês estão acompanhando, a semana no blog está sendo toda inspirada em Quentin Tarantino. Mas quando se fala em Tarantino, logo vem na memória músicas que nos remetem à alguma cena presente nos filmes dele. Ou você não lembra da enfermeira andando e assobiando em Kill Bill?

Ou quem sabe você também lembre da Uma Thurman dançando enquanto John Travolta a espera?

Pois é, música e Tarantino sempre andaram lado a lado e tiveram extrema importância na interpretação de seus filmes. E ele já deixava isso bem claro em seu primeiro filme como diretor, Cães de Aluguel de 1992, onde logo na primeira cena está um grupo de homens de terno, criminosos aparentemente, tendo uma larga discussão sobre Like A Virgin (Madonna) e outras músicas.

Madonna inclusive enviou uma cópia do seu disco Erótica para Tarantino, com o seguinte recado: “Para Tarantino. Não é sobre sexo, é sobre amor. Madonna”

Quentin sempre teve um padrão na escolha de suas trilhas sonoras: não ter padrão algum. Basta a música falar sobre o tema em questão abordado no filme ou simplesmente porque na cabeça dele faz algum sentido. Por exemplo, Don’t Let Me Be Misunderstood, uma balada flamenca e agitada, sendo tocada na batalha final de Kill Bill no meio da neve! Ou talvez um rap tocando em Django Livre, filme que se passe em 1858. Não era pra combinar em nada, mas funciona, funciona e muito!

Um exemplo disso, é a famosa cena em que o criminoso (Mr Blonde) arranca a orelha de um informante policial em Cães de Aluguel sobre o som de um Country Pop. Uma cena extremamente forte, porém com a música ao fundo, nos da a impressão que o personagem se diverte ao torturar uma pessoa.. e isso deixa a coisa MUITO MAIS pesada! E você vem falar que trilha sonora não faz diferença?

Eu sou apaixonado pelos soundtracks de filme, não à toa fui chamado a escrever sobre. Tarantino é um fanático por música e sabe interpretá-la, ponto. Mas o que acontece quando ele se junta ao gênio e maestro Ennio Morricone? Um Oscar para a trilha sonora em Os Oito Odiados! Os dois já haviam trabalhado juntos em Django Livre, porém nesse filme, é algo que precisa assistir! E se já assistiu, assista novamente e sinta toda a tensão e desconforto ao som da orquestra liderada por Morricone, misturada com toda a loucura e inteligência de Quentin Tarantino. DIVINO!

Bom, é isso! Espero ter contribuído para essa semana toda dedicada ao gênio Quentin Tarantino, expressando aqui minha admiração por esse diretor incrível.

Para saber as fontes usadas como referência para esse post, clique aqui e aqui.

Convidado Especial

Serginho Lavecchia: Músico, cinéfilo e apreciador dos filmes do Tarantino

 

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