Em 2013, 2063 funcionários foram resgatados pelo Ministério do Trabalho por trabalharem em condições de escravidão. E 50% dessas pessoas trabalhavam em perímetros urbanos. Dados como esses são assustadores num mundo onde as pessoas se iludem, achando que somos todos realmente livres. O que é mais preocupante é que se tenha esperado tanto para abrir os olhos para questões como essa. Só no ano de 2013, depois da tragédia do Rana Plaze, é que foi escancarado o assunto. Antes, ninguém se questionava sobre como e por quem as roupas que vestem são feitas. Tudo era muito obscuro, mascarado e bem escondido.

trabalhoescravo

Outro grande problema é o consumo desenfreado. A indústria da moda foi aos poucos nos fazendo acreditar que precisávamos ter cada vez mais roupas para sermos felizes, enquanto poluem o ambiente sem preocupação alguma. E tudo isso precisava mudar

Mas a revolução tardou mas não falhou. O Fashion Revolution já está em seu terceiro ano e depois do nascimento desse movimento, muita coisa mudou.

E a primeira mudança que ocorreu foi o monitoramento de empresas grandes que produzem moda rápida. Alguns exemplos marcantes quando falamos de fast fashion envolvida em escândalos de trabalho escravo são Zara, RiachueloRenner e M. Officer, e todas essas marcas hoje passam por uma fiscalização, coisa que há uns 3 anos atrás não acontecia.

É claro que há muitos passos a serem percorridos até a extinção total do trabalho escravo nessas marcas grandes, mas é com um passo de cada vez e com um ato consciente a cada compra que as coisas mudam.

“Rebs, quero parar de comprar em lojas que fazem uso do trabalho escravo na produção de suas peças. Mas como vou saber quais são todas elas?”

modalivre

Olha, ainda não é possível saber de todas, já que são inúmeras marcas pelo mundo todo e dificilmente teremos acesso as informações sobre todas, mas uma ong chamada Repórter Brasil facilitou muito a nossa vida, viu? Eles lançaram há 3 anos um aplicativo chamado Moda Livre, onde você pode acompanhar todas as marcas que são avaliadas por eles através de um questionário considerando os 4 itens: Histórico, Políticas, Monitoramento e Transparência. Eles classificam cada uma das 73 marcas presentes no aplicativo em 3 cores: verde (quando a marca demonstra ter mecanismos de acompanhamento sobre a cadeia de produção e possuem um histórico favorável quando se trata do tema), amarelo (quando a marca demonstra ter mecanismos de acompanhamento mas possuem um histórico desfavorável em caso de trabalho escravo) e vermelho (quando a marca não demonstra ter mecanismos de acompanhamento e possui um histórico desfavorável).

modalivre2

Ou seja, é tudo que precisamos para ficar de olho em quais marcas vale a pena pensar em investir e quais a gente deve passar bem longe. Sem contar que o aplicativo agora contém várias notícias atuais sobre o tema, pra te manter bem informada sobre o tema sempre.

Então não dá bobeira e corre baixar ele no Google Play ou na Apple Store. E bora ser feliz, consumindo de quem realmente merece nosso precioso dinheirinho. ❤

 

 

 

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